14/03/2017

Já fui uma consumista.


Lembro do meu primeiro emprego, tinha por volta de 16 anos, assim que recebi meu suado salário, já tinha ele totalmente comprometido com catálogos de revistas...imagina como ficava frustrada.
O pior que todo mês as coisas se repetia, como trabalhava em uma loja na rua...deixava pendente a compra da coxinha, o sorvete e o pedaço de bolo, o pior que todo dia as pessoas passavam e estava lá eu comprando e no fim do mês a frustração, isto porque mal atingia um salário mínimo.
Depois consegui um emprego decente, com um salário um pouco melhor e com uma conta bancária, com direito a folhas de cheque, lá fui eu fazer a festa em shopping, toda loja que ofereci a opção de fazer cartão não perdia tempo e quando via estava com o limite estourado.
No fim do mês aquela mesma frustração e com ela o desespero de ver as contas chegando e o dinheiro não dando conta de pagar.
As liquidações nem pensava duas vezes para comprar e pergunta se usava depois:raramente algumas e outras nunca.
Até que um dia comecei a ver que todo esse processo de comprar tinha uma satisfação momentânea depois vinha aquela tristeza e quando dei por mim estava descontolada.
Foi onde comecei a pesquisar a respeito do consumismo e vi que era uma consumista doente e comecei a me conscientizar desse problema e buscar ajuda.

Como deixei de ser consumista:
Primeiramente me conscientizei que estava com um problema e precisava de ajuda.
Busquei ajuda através de livros e revistas, sendo orientada a me controlar e o primeiro passo foi deixar de ir em shopping e quando fosse seria para uma compra específica.
Comecei a destruir todos meus cartões de créditos e das lojas, onde muitos tive que fazer acordo, já que estava com restrições.Resgatei cheques devolvidos, enfim, fui pro fundo do poço...não aguentava mais ligações de cobrança.
Graças a Deus com muita paciência as coisas foram se resolvendo, foi um alívio ver meu nome de novo na praça e dali em diante sou super consciente, só consumo o que preciso.
Hoje tenho somente um cartão de crédito, por opção, pois ás vezes compensa comprar parcelado, mas com parcelas que não compromete meu orçamento familiar.
Quando se cura do consumismo, até essa facilidade de comprar online não compromete.
Adquiro só o que vou usar, não compro nada para ficar parado, claro que dá vontade de comprar aquele jogo de xícara, sendo que a mais simples faz o mesmo efeito...tenho aprendido bastante coisa em DIY (faça você mesma) dando cor e vida as coisas.
Estou adquirindo o minimalismo, onde o importante é viver com o essencial sem exageros.